quarta-feira, 22 de maio de 2013

Histórias de Capiau

Esta semana minha filha caçula disse que gosta de "me ler" ... e disse isso depois de chegar de uma visita à um evento sobre Rubem Braga, um entusiasmante literário capixaba.

Que responsabilidade me traz esse prazer!

Sou mineiro, morava na "roça", como se dizia no interior de Minas Gerais.
O prazer estava sempre presente nas brincadeiras de menino capiau, pés descalços, camisa desabotoada, calção de time de futebol... longe dos programas de TV ou jogos eletrônicos.

O quintal da minha casa era extenso. Morava num sítio. A entrada da porteira era marcada por estrondosas mangueiras que coloriam o chão depois de uma chuva qualquer. Eram cinco mangueiras, com filhas doces, uma mais que a outra. Nesse quintal haviam outras frutas... mas sobre elas conto noutro conto.

Na época das chuvas as máquinas da Prefeitura acertavam as estradas cheias de lama, e para não voltarem até a cidade estacionavam no quintal da minha casa. Achava o máximo. Pra uma criança de três ou quatro anos, aquelas "patrolas" eram como os modernos transformers .

Os operadores das máquinas iam pra cidade e só voltavam noutro dia.

Ao cair da tarde, eu subia naquelas enormes máquinas, e, como se fossem exoesqueletos, me sentia o mais poderoso dos meninos. Vários câmbios na minha frente, mexia num e no outro, fantasiando o meu mundo infantil...

Quando estiava, as máquinas iam embora, mas minhas fantasias não. Havia um tipo de arbusto chamado mamona... aquele que tinha como fruto umas bolinhas e que a gente brincava de jogar um no outro... Então, eu pegava uma faca, cortava os troncos macios da mamona, vários deles, e me colocava diante desses tocos, que imediatamente se transformavam nos cambios dos "transformers".
Esta semana minha filha caçula disse que gosta de "me ler" ... e disse isso depois de chegar de uma visita à um evento sobre Rubem Braga, um entusiasmante literário capixaba.

Que resposabilidade me traz esse prazer!

Sou mineiro, morava na "roça", como se dizia no interior de Minas Gerais.
O prazer estava sempre presente nas brincadeiras de menino capiau, pés descalços, camisa desabotoada, calção de time de futebol... longe dos programas de TV ou jogos eletrônicos.

O quintal da minha casa era extenso. Morava num sítio. A entrada da porteira era marcada por estrondosas mangueiras que coloriam o chão depois de uma chuva qualquer. Eram cinco mangueiras, com filhas doces, uma mais que a outra. Nesse quintal haviam outras frutas... mas sobre elas conto noutro conto.

Na época das chuvas as máquinas da Prefeitura acertavam as estradas cheias de lama, e para não voltarem até a cidade estacionavam no quintal da minha casa. Achava o máximo. Pra uma criança de três ou quatro anos, aquelas "patrolas" eram como os modernos transformers .

Os operadores das máquinas iam pra cidade e só voltavam noutro dia.

Ao cair da tarde, eu subia naquelas enormes máquinas, e, como se fossem exoesqueletos, me sentia o mais poderoso dos meninos. Vários câmbios na minha frente, mexia num e no outro, fantasiando o meu mundo infantil...

Quando estiava, as máquinas iam embora, mas minhas fantasias não. Havia um tipo de arbusto chamado mamona... aquele que tinha como fruto umas bolinhas e que a gente brincava de jogar um no outro... Então, eu pegava uma faca, cortava os troncos macios da mamona, vários deles, e me colocava no meio deles, como se os câmbios fossem... passava lúdicos momentos alí...
Não precisava das máquinas mais, bastava-me as inebriantes fantasias da infancia.

Até a próxima brincadeira!!