segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vontade da certeza


Por Joyce Boechat

Bate agora

Bate a vontade de sentir o que já sentia

Aquela vontade de saber o que já sabia

E ter a certeza do amor que eu vivia.

Amor que ainda vivo intensamente

Não só na integridade do pensamento

E sim na realidade do sentimento

Que aquece calorosamente meu coração

Fazendo-o transbordar em alegria

Desse sentimento que agora sorria

Por saber da verdade que eu já dizia.

O Tom das minhas palavras

Por Joyce Boechat

E se eu disser,

Que estou feliz com tudo isso

E não quero que acabe jamais,

Quero aprender ainda mais

Sobre tudo,

Tudo que eu posso saber sobre essa felicidade

Que arde em mim

Que arde ao te ver

Ao ouvir, tudo aquilo que são palavras

Palavras de amor e entendimento

Entendimento recíproco

De um amor que é vivido

E compartilhado

Trilhando história e aventura

E muito amor, sem ficção

Pois o amor é baseado em fatos reais.

Mesmo que depois

Por Joyce Boechat

O amor,

Mesmo que pulse intensamente,

Mesmo que te faça sorrir quando quer chorar,

Mesmo que em algum momento ele te faça sofrer,

Mesmo que você compare suas vontades,

Mesmo que ele te faça fazer coisas que nunca fez,

Mesmo que você ainda esteja de olhos fechados,

Mesmo que você não saiba o tamanho que já está,

Deve ser vivido intensamente,

Pois depois de lágrimas, vem sorrisos e abraços

Depois do sofrimento, vem o perdão e a reconciliação

Depois de fazer coisas que nunca fez, você vai ter aprendido

Depois de abrir os olhos, verá a recompensa

E se no fim, tudo for verdadeiro

Depois do amor, verá o eterno.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MÃOS VALOROSAS


Dia 18 de novembro deste ano acenei o adeus ao corpo, agora frio, de minha mãe...
Um dia antes, ela deu adeus a existência, a uma sofrida existência...
No dia 16, enlutei-me ao vê-la, aos 78 anos, tão frágil...
Distanciando-se, por essa fragilidade, da vida ...
Naquela noite, peguei em suas mãos quentinhas ...

Lembranças muito boas sobrevieram enquanto deslizava suas mãos sobre as minhas...
articulei minhas memórias pensando nas mãos:

Mãos pedagógicas que conduziam ao saber;
paradoxalmente, de alguém que nunca tinha entrado numa escola como aluna...

Minha mãe aprendeu a assinar o nome e depois a ler na Bíblia...isso em casa...

Mãos fortes que nos encorajaram ao trabalho,
ética, justa e generosa...

Mãos de espiritualidade que nos revelaram Deus...
nunca dissociado da cultura e dos valores humanos

Mãos terapêuticas, que no abraço, no afago, no cafuné e no carinho,
nos trazia acolhida, cura pras dores...
dores de feridas infantis; das quedas, rasgos e contaminações...
dores de feridas adolescentes; das quedas afetivas,
dos rasgos dos sentimentos
e das contaminações emocionais dos outros...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Redação Poética

por Joyce Boechat Henrique
Moro onde não queria morar;
Estou onde não queria estar...
Porém, sou quem deveria ser.
Quero estar onde a dor não dói,
Onde não tenha saudade,
Onde o sol nasce e não morre,
Onde a sombra fresca te segue
E o amor não negue o destino de quem quer amar.
Desejo que a paz não me deixe,
E que a tristeza nunca venha...
Pois lá onde quero entrar, ela não pode ficar:
Nem tristeza, nem avareza,
Muito menos a riqueza dos homens do lado de cá.
A vida lá é mansa; não se ouve choro de criança,
Apenas risos a cantar...
Vozes trocam carinhos, poesias e elogios;
Enquanto aqui, só as ouço brigar.
Brigar por coisas banais, espaço ou status,
O que as leve para o mais alto lugar...
Por isso quero ir pra lá!