terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Jardinagem


Me descobri jardineiro com quase quarenta.
Jardinar é o verbo que libero quando mexo a terra!
Conjugar os jardins é colher cores e sabores...
É cheirar as fragrâncias e os amores...
As ternuras e as dores, que por vezes nos
promovem os espinhos...

Cecília Meireles escreveu sobre um jardim:
"No mistério do sem fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
e, no canteiro uma violeta.
E, sobre ela o dia inteiro,
entre o planeta e o sem fim,
a asa de uma borboleta."

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

VIDA & DOIS

"Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois..."

Não sei se Caetano pensava nas diferenças abismais entre o eu e o tu nos desgovernados desencontros da vontade...
É bem verdade que não há nada mais lúdico e embriagante, nada mais paradisíaco e inebriante, nada mais encantador e empolgante do que as paixões entre duas pessoas...
Uma poesia judaica chega a afirmar que a paixão é "faísca de Javeh"...
Os vínculos propostos se truncam em cada ser, tropeçam nos obstáculos da existência, causando os arranhões do ego e o choro da individualidade...

O outro é o desafio do prazer e a dor do convívio...
Esse Caetano...
"E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro..."  

terça-feira, 16 de outubro de 2012

NA CORRERIA DO TEMPO

Coisas o-correm em nossa historia que nos faz perceber o quanto o tempo é inquieto,
e nessa sua inquietude faz com que o desejo de eternidade bata forte no peito e marque
em palavras ditas e não ditas, bem ditas ou mal ditas, nossos mais profundos afetos.
ILUSTRAÇÃO : Salvador Dali (Relógio Mole)

sexta-feira, 23 de março de 2012

RETOMANDO...

Desde a morte de minha mãe não escrevo nada aqui...
Já se fazem 4 meses; acho que foi um silêncio de luto...
Daqueles momentos que ficamos olhando pro nada,
pensando nada, pra poder não chorar.

Ela tinha muitos créditos comigo... precisei chorar!
Chorei...silenciei. Chorei...silenciei. Chorei...silenciei.

Agora retomo a história: quarenta e poucos.
Tento fazer diferente com o igual que sou.

Experimento o novo, usando ingredientes conhecidos.

Amores e sabores repetidos em pratos doravante redecorados!
Meu rito de luto passa...passado... redescoberto para um futuro!
Futuro da vida e da morte !

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O dito das palavras e o não-dito do que sente

Por Joyce Boechat
E se eu disser,
Que estou feliz com tudo isso!
E se eu disser,
E não quero que acabe jamais,
E se eu disser,
Que quero aprender ainda mais
Sobre tudo,
E se eu disser,
Que tudo que eu posso saber 
sobre essa felicidade que arde em mim,
Que arde ao ver o ente amado...
E se eu disser,
que ao ouvir, tudo aquilo que são palavras...
Palavras de amor e entendimento:
Entendimento recíproco
De um amor vivido e compartilhado:
Trilhando histórias e aventuras...
E seu disser
Que é muito amor, sem ficção...
E seu disser 
que o amor é baseado mesmo em fatos reais:
Se assim não o for, é platonismo.