sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A morte e o apagar das luzes

Próximo dos meus nove anos, já próximo de conceber o conceito definitivo sobre a morte, tinha pesadelos horríveis com a minha mãe "indo embora".Um desses sonhos, repetidos até, era que ela pegava o trem e eu ficava pra trás, na plataforma da estaçao... acordando desesperado, corria para quarto dela... nem sei se buscando o alento ou mesmo pra confirmar que ela estava viva... só sei que ela acolhia em seu colo... e dizia: calma, Saulzinho, é que "você está crescendo".

Com o tempo, e as perdas reais fazendo parte dos ciclos, mortes naturais ou trágicas, me vi contornando aqueles sonhos...

Me percebia na plataforma do trem da vida me despedindo de gente importante pra mim... 

E se o amor e a aproximação, a convivência com gente que aprendemos a amar nos ilumina para o caminhar da história, sejam eles parentes ou não, perdê-los é apagar um pouco da história.

Aprendi que quando alguém da gente morre, morre um pouco de nós mesmos.

Os personagens, o filho, o amigo, a marido... esses não farão sentido se a pessoa que recebe essa atuação do personagem não existir mais...

Correndo o risco de aumentar a melancolia do que escrevo agora, quanto mais velho ficamos, menos luz haverá !! Ah, você pode dizer: "arranje outros amigos" , ou "case-se de novo"...

A saúde mental desse tempo não é tentar substituir, mas sim, mas aprender a viver em sombras... na diminuição das luzes...

domingo, 30 de março de 2025

A ESSÊNCIA DE NÓS - UMA BUSCA

A mais de 15 anos atrás comecei esse blog para o extravasamento dos excessos: se muito feliz ou muito triste, tinha inspiração para escrever. Talvez tenha vivido uma certa plenitude com equilíbrio durante um tempo... não escrevi muito ultimamente.
Agora, de voltas as crises, vamos ao questionamento que me é peculiar: quem sou eu, hoje? Ou, qual a minha essência? Quem sou  eu, desde sempre? O que nunca mudou e o que nunca mudará? 
O quê, em nós, é a soma dos personagens sociais? O que resta de mim, extraindo os papéis impostos ou aqueles que decidimos assumir no palco da história ? Papéis estes que se avolumam de tal forma em nossa existência, sufocando a essência, isto é, aquilo que sou pra mim e por mim.
O quanto somos para os outros? Sou, para o sorriso e o conforto dos outros. Sou o ideal projetado do outro, então, sou a limitação do que esse espera de mim. 
Não importando toda a construção do quase sexagenário que sou, curioso, no entanto, em conhecer a mim mesmo, neste aspecto, buscando uma percepção do eu narcísico de quando nascemos: Quem é o que resta de mim?



domingo, 5 de junho de 2022

O AMOR NO LUTO

por Karoline Reis

    No luto há amor. Muito amor. E no luto também há beleza. Quando eu falo isso, as pessoas me olham estranho, eu sei. Dizem ou pensam "como pode ter beleza numa dor tão grande? Num processo de tristeza sem explicação?"

⠀⠀A gente não deixa de amar quem tem uma grande valência pra nós. E dentro do amor há muita beleza. Há muitas emoções lindas e há muita saudade. Saudade é sinônimo de "tudo valeu a pena". A gente só tem saudade do que ou quem foi muito importante pra nós, do que fez nosso coração vibrar de alegria.
⠀⠀Então, como não sentir beleza e amor nisso? Como deixar de enaltecer a pessoa que já não está mais aqui de corpo presente, mas que está mais viva do que nunca em nossa história, em nossas memórias, em nossos valores, em nossa vida? É egoísmo da nossa parte só pensar no luto como tristeza profunda e dor. Ele também traz muitas ressignificações. Mas tudo isso não anula a dor que é passar por uma grande perda. Uma coisa não anula a outra. É tudo junto e a gente não se permite sentir tudo o que vem pra aprender a deixar ficar o tempo que precisa ficar.
⠀⠀As pessoas acham que o luto é só tristeza. É só aquele peso. E não é! Não é, gente. Tem dias que é desesperador, que encarar a realidade como ela verdadeiramente é, é amargo, é sofrido, dói o corpo inteiro. Dói a alma. Simplesmente dói demais. Mas tem dias que é pura emoção, pura saudade, uma nostalgia gostosa se relembrar as histórias e as memórias.
⠀⠀Mas nós, em nossas cobrança excessiva, queremos passar por isso rápido e encontrar "fórmulas magicas" pra desconstruir algo que foi enraizado em nosso coração. Não tem um caminho mais fácil ou mais rápido, a gente precisa sentir mesmo.
⠀Hoje eu acordei pensando muito na minha mãe. Todos os dias eu penso nela, tem dias que é menos, tem dias que é mais. E é assim com tudo em nossa vida. Lições que o luto e minha mãe tem me ensinado: a respeitar o meu tempo. Nosso tempo é só nosso. Cada um tem o seu. Cuide ele. Respeite esse seu tempo. Ele tá aí pra te ensinar, pra te ajudar e pra que você tenha a paciência de deixar fluir...
✨️
⠀
Mãe, obrigada por tudo. A tua falta é inexplicável, é sem fim. Te amo 🤍

quarta-feira, 2 de março de 2022

Morte: a minha, a sua e a deles

 Morte: a minha, a sua e a deles

Isso mesmo! Ela é nossa! Sem que nos apossemos dela, sem que ela esteja em nossas agendas, sem sequer que a convidemos a fazer parte da nossa história, torna-se a presença mais certa, mais garantida, mais invasiva dos nossos dias.
Longe de um tratado tanatológico, quero discorrer apenas para ajudar algumas pessoas em luto. Gente que eu amo, e acabo por me enlutar junto.
Vivi uma entranha relação com a morte em minha formação. Tinha pouco mais de 2 anos de idade quando minha irmã primogênita enviuvou-se de seu primeiro marido... claro que não tenho lembranças disso, mas não tenho dúvidas que a energia que perpassava nas relações familiares em que eu estava inserido atravessou também minha existência. Passou a fazer parte de mim. Alguns anos depois essa perda passou a ser um segredo na família: não sei se pela linda chegada do marido (um irmão mais velho pra mim) que seria companheiro até aos dias de hoje, ou se pela forma estranha da morte...
É, a morte menos agressiva é aquela que chega e nos dá tempo de despedir ! De preferência, leva aqueles que estão de "hora extra" , longevos, com diagnóstico crônico, temos o alívio de dizer : "descansou"...
Nasci "orfão" de vó materna: a conheci pelos olhos de meus pais. Na infância conheci pessoas que aceitavam encomendar a morte de outros, aprendi que matavam gente ruim... faziam por dinheiro e, as vezes, até por amizade. Via nessa fase um paradoxo, algumas dessas pessoas eram tão amáveis e queridas... Na adolescencia, amarguei a morte dos meus avós paternos, e depois o avô materno... parece que os vovôs e as vovós estão na cabeça da fila... se ninguém furar essa fila, são eles que primeiro perdemos... depois, já casado, perdi meu pai... me senti órfão tão jovem... sou o caçula... essa é a desvantagem dos caçulas... vivem menos com os pais...
Perdi minha mãe há 10 anos... e ela é tão viva em mim... O meu pai também... vivo, inclusive, para aparecer nos meus sonhos...
E como uma cereja num bolo confeitado, existe o fato do meu ofício me levar pra velórios de gente que nem conheço... são amados de quem amo, de quem cuido. Às vezes até de gente que não conheci ninguém... E nenhuma das vezes que experimento essa difícil tarefa, deixo de sofrer.
Sofro por acompanhar o definhamento da vida, ao ver minimizada as energias, a beleza, o sorriso, o corpo... e por aí vai...
No entanto, a morte que nos viola, que nos transgride, que estupra a alma, é aquela que nos separa de gente jovem ou daqueles que ainda tínhamos agenda. Dessa forma, é surreal sepultar um bebê, um adolescente, um jovem com menos de 30 anos, alguém que se aproximava dos 50... busca-se até uma resposta espiritual para uma injusta separação, há quem diga que os que foram fora do tempo ficarão ainda nesse dimensão, uma missão ainda os espera.
Respeito esse pensar, no entanto, meu texto sagrado me faz pensar diferente. Há uma morte que nos faz lembrar uma ruptura com o Eterno. O Criador do tempo e Senhor dele colocou um dispositivo de desejo de não morrer, e experimentar essa morte é nos espelhar constantemente. É ver a nossa própria finitude no outro.
Quando a morte nos separa de quem amamos, então o viés do sofrimento é o desagendamento com o que morreu. É não ter projetos com ele... é não tomar mais cafés juntos. É não poder pedir perdão mais daquilo que guardava para hora oportuna.
Um sábio escreveu no Eclesiastes (Bíblia) que a hora de um velório é melhor que a hora das festas...
Não entendo a morte, difícil é aceita-la, meio louco é a fala do sábio: mas o que tenho entendido nesse quase meio século de vida é que é, está e sempre nos visita. E pelo sofrimento, amadureço e vivo! Que Deus abençoe todos os enlutados !

A VIDA E SUAS NUANCES

por Sara Boechat dos Reis

...a vida...

Assusta !

Emociona !

Inspira !

Quebra !

Ensina !

Refaz !

Refaz...

Refaz...

Medo, dor, saudade,

e não anestesio nada disso !

Memória, amor, saudade ...

abracei a criança que existe em mim !

Vazio, normalidade,

no reflexo, me olho com carinho...

É sobre mim e as pessoas que guardo em mim !

But, who am i?


Ilustração : "Galáctea das esferas", de Salvador Dali


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

SEGUNDAS CHANCES: algumas linhas de um recasamento...

Algo que nunca foi idealizado, sonhado, esperado pra vida da gente, mas... recasei e o fiz para mim !

A gente não precisa esquecer o passado nem fingir que ele não existiu. Sim, pessoas passaram pelas nossas vidas. Nós já falamos 'te amo' para alguém, já fizemos planos e promessas. Nós já acreditamos em alguém e pensávamos poder ser aquela a pessoa da nossa vida. Negar tudo isso não mudará nosso passado. É nossa história!

Mas agora vem a parte mais importante: Nós somos o presente. Se choramos tanto por alguém, se acreditamos e nos ferimos, imagine só o quanto somos fundamentais um para o outro.
Por esse novo decidimos arriscar novamente, por um novo nós buscamos forças, e um com o outro descobrimos algo ainda não conhecido: com ninguém.
A gente não precisa negar, nem esconder o passado, precisamos, sim, de sinceridade um com o outro. Aprender com a história é diminuir os riscos com o presente...
Porque se tem algo que sabemos é que chegamos forte um pra o outro... foi intenso.
As dores e promessas quebradas? Isso pertence a outra época, um tempo onde nosso sofrer nos acrisolava um para o outro.
Nós não somos nosso passado, mas podemos usar dele para prevenirmos nosso futuro. E o que queremos hoje sobre nosso futuro é que estejamos juntos e misturados.
E hoje nem é aniversário de nada e nem de ninguém ! Achei um texto legal, fiz umas pequenas mudanças pra ficar com a cara da história do Saul & Rosangela, e pronto!













Texto adaptado: @felipe_sandrin / Dea e Jal

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Currículo (ênfase acadêmica) do Autor do Blog - Saul Henrique Filho

 - Curso de Psicologia (incompleto) – 8º período - 2019

 - Sexualidade e Ciclo Vital -  PROSEX , Belo Horizonte (MG), 1999.

 - I Congresso do MOSES – Movimento pela Sexualidade Sadia, Rio de Janeiro, RJ, 1999.

 - Planejamento Estratégico Eclesiástico, FAECONSULT, IPB & SPS, Campinas, SP, 1999.

 - II Congresso do MOSES – Movimento pela Sexualidade Sadia, Rio de Janeiro, RJ, 2000.

 - III Encontro Nacional de Escolas Presbiterianas, IPB, Serra Negra, SP, 2000.

- Curso de Psicanálise Clínica, Escola Superior de Psicanálise e Orientação (ESPO), 2001.

 - Curso de Terapia Familiar Sistêmica, CEFI – Porto Alegre, 2002/ 2004

 - I Encontro de Pais e Educadores, Sec. Mun. de Educ. e Cultura, Manhuaçu, MG, 2001.

 - IV Congresso de Qualidade na Educação, Sec. Mun. de Educ., Manhuaçu, MG, 2001.

 - 3º Encontro de Casais, 1ª IP de Juiz de Fora, MG, 2001 (ECC)

 - Curso: Abordagem Evangélica no Tratamento e Recuperação de Dependentes de Drogas, Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002.

 - II Copa Beneficiente Estadual de Futsal – Atletas de Cristo, Charqueadas, RS

 - Congressos da  FIEL (Conferências para Pastores e Líderes), Águas de Lindóia, SP  edições : 2002, 2006 e 2007.

 - Modulo I de Libras – Língua Brasileira de Sinais, FAPISO, Porto Alegre, 2003.

 - II Simpósio de Aconselhamento e Psicologia Pastoral: Espiritualidade e saúde – da cura d'almas ao cuidado integral – Escola Superior de Teologia/ IECLB, São Leopoldo, RS, 2003.

 - Educação Sexual e Saúde Reprodutiva, CLAI – Conselho Latinoamericano de Igrejas, Porto Alegre, RS, 2003.

 - Seminário: Drogas e Cidadania – Os diferentes modelos de abordagem dos problemas decorrentes do uso indevido das drogas. Conselho Municipal de Entorpecentes de Porto Alegre (COMEN-PoA), Porto Alegre, RS, 2004.

 - Temas da Psiquiatria (doença neurodegenerativas), Centro de Estudos de Psiquiatria Integrada, PUC RS, Porto Alegre, RS, 2004.

 - Terapia de Família na Visão Sistêmica, Centro de Estudos da Família e do Indivíduo (CEFI) – Porto Alegre, 2003/ Escola Superior de Psicanálise e Orientação (ESPO) – Vila Velha, ES 2007.

 - Curso de Psicologia Pastoral, Centro Evangélico de Missões, Viçosa, MG, 2009.

 - Curso de Visitação Hospitalar, Associação Capelania Evangélica Hospitalar (São Paulo), Serra, 2008.

 - Prevenção ao uso indevido de drogas – capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)/ Secretaria Nacional de Politicas sobre Drogas (SENAD), 2010.

 - Curso EAD – Trabalhador Empreendedor, SENAR, 2011.

 - Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – SENAD (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) e UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), 2012.

 - “Tratamento da Dependência de Crack e outras Drogas: Aperfeiçoamento para Profissionais de Saúde e Assistência Social”, SENAD/ UFRGS e Hospital das Clínicas de Porto Alegre, 2012.

 - I Jornada Capixaba de Gestalt-terapia, Vitória, agosto de 2012.

 - I Jornada Capixaba de Gestalt-terapia: Workshop - “Psicoterapia de curta duração na abordagem gestáltica”, Vitória, agosto de 2012.

 - X Jornada Cultural UVV-ES, Oficina – tabagismo: adoção de hábitos saudáveis. Vila Velha, ES (2012)

 - XI Semana de Psicologia da UVV, Universidade Vila Velha, Vila Velha, ES  2012: Diálogos interdisciplinares frente aos desafios do século XXI

 - II Mostra em Psicologia, São Paulo, SP, 2012.

 - Curso de Codependencia em Drogas e outras adições, Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (ACADIS)/ Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social e Educacional (INBRADESE)/ ARCELLOR MITTAL, 2012 (80h).

 - SEMINÁRIO CLÍNICO INTERNACIONAL: Novas manias tóxicas da hipermodernidade. Escola Brasileira de Psicanálise, Vitória, ES (2013)

 - Seminário de Enfrentamento à Drogadição e Saúde Mental, Ministério Público do Estado do Espírito Santo / Procuradoria Geral de Justiça, Vitória, ES (2013)

 - Semana da luta antimanicomial: Psicologia e religiosidade, processos de saúde e doença. Universidade Vila Velha, Vila Velha, 2013.

 -  Semana de Psicologia da UVV, Universidade Vila Velha, Vila Velha, 2013: Psicologia positiva.

- XII Semana de Psicologia da UVV: “II Encontro de Direitos Humanos.” Universidade Vila Velha, Vila Velha, 2013:

 - I Semana Interdisciplinar de Saúde e Qualidade de Vida – UVV \ ES, Mesa redonda: Qualidade de Vida com foco no idoso. Vila Velha, ES – 2013.

 - Seminário de enfrentamento à drogadição e saúde mental, Centro de estudos e aperfeiçoamento funcional\ Ministério Público do Estado do Espírito Santo-Procuradoria Geral da Justiça, Vitória, ES, 2013.

- IV Congresso Internacional ABRAMD – Drogas e políticas públicas, Salvador, BA, 2013.

 - Curso de extensão: Capacitação para comunidades terapêuticas; curso para líderes, voluntários, profissionais e gestores de comunidades. Faculdade de Medicina de Botucatu da Univ. Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em Parceria com a Sec Nacional de Políticas Sobre Drogas (SENAD), SP - 2014

 - Entre Corpos: 9º Simpósio Internacional de Filosofia e Psicanálise, UFES – Coordenação do Programa de Pesquisa e Extensão Parthos, Vitória, ES 2014.

 - Seminário em Comemoração ao Dia Internacional de Combate às Drogas: “As interfaces do uso de drogas nas relações sociais”. Conselho Municipal sobre Álcool e outras Drogas – COMAD & Secretaria Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto, S. J. do Rio Preto, 2015.

 - I Jornada sobre Drogas – FAMERP: “Drogas e Desconstruções", S. J. do Rio Preto, 2015.

 - 105º SEMINÁRIO DA CAMPANHA NACIONAL SOBRE DROGAS NAS ESCOLAS SUPERIORES, em novembro de 2015, Centro de Integração Empresa/ Escola / SENAD, UNIRP- Universidade Rio Preto, São José do Rio Preto, SP

- 4º CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CRISTÃ, Casa Editora Cultura Cristã/ IPB/ Mackenzie, 2016, Mackenzie, São Paulo, SP

- Palestra e Lançamento do livro: "Meus alunos estão bebendo! E agora?" Ministrada pela psic. Luciana Aparecida Nogueira da Cruz, 2017, promovida pelo curso de Psicologia da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF), Fernandópolis, SP

 - INTERVENÇÃO EM CRISE: Palestra ministrada pelo prof. Ms. Oswaldo Longo Jr, promovida pelo curso de Psicologia da FEF, realizada na Fundação Pio XII - Hospital do Câncer, Fernandópolis, SP, 2017

 - PLANO DE CARREIRA: Palestra ministrada pelo profa. Ms. Aleandra, promovida pelo curso de Psicologia da FEF, realizada na Fundação Pio XII - Hospital do Câncer, Fernandópolis, SP, 2017

 - HISTÓRIA DA LOUCURA: DA ANTIGUIDADE AOS DIAS ATUAIS: Palestra com Dr. Guido Arturo Palomba, psiquiatra forense, com amplo debate sobre o tema de sua especialidade, Associação Paulista de Medicina – Regional Fernandópolis, SP, 2017

 - XVII Jornada de Estudos Acadêmicos do Curso de Psicologia, temas diversos, Fundação Educacional Fernandópolis, 22 a 25 de agosto de 2017.

- Palestra de Lançamento do Livro: Espectro Autista, criatividade e emoções, ministrada pela Dra. Elisabeth Castelon Konkiewits, promovida pelo curso de Psicologia da FEF, 2017.

 - Congresso APECOM (IPB) , Águas de Lindóia, SP – 2017.

- 1º Encontro de Presidentes de Sínodos e Presbitérios do Estado de São Paulo, Mackenzie, São Paulo, SP 2019.

 Prevenção ao Suicídio. UNA-SUS/ Universidade Federal de Santa Catarina, EAD, 2020

sábado, 17 de julho de 2021

O SENTIDO DA VIDA

Esse tema já foi explorado enciclopedicamente por filósofos pré-Socráticos, pelos filósofos gregos mais famosos (os menos famosos também), e pelos filósofos medievais, e ainda por aqueles da chamada Escolástica...

Mas foi numa jovem da geração  'Y' (millennials), comprometida consigo, foi que encontrei um belo conceito do que seja "sentido pra vida", e compartilho abaixo:

"Viver Tudo com Equilíbrio, Autenticidade, Simplicidade e Responsabilidade"

GLOSSÁRIO PARA APROFUNDAR:

VIVER: Aproveitar, usufruir, se alegrar, se permitir.

TUDO: Coisas, pessoas, áreas, situações, sentimentos. TUDO que Deus fez é bom.

EQUILÍBRIO: Nem +, nem -. Na medida certa.

AUTENTICIDADE: Se conhecer, aceitar suas limitações, respeitar sua história, suas experiências.

SIMPLICIDADE: Sem mimimi, sem complicações, sem floreios, sem grandes expectativas.

RESPONSABILIDADE: Valores, moral, temor a Deus. Que isso seja o termômetro do "VIVER TUDO".

* Ana Elisa da Silva

domingo, 9 de fevereiro de 2020

ORAÇÃO DO VOVÔ


Por ocasião do oitavo mês de gestação da Joyce esperando a Laura...

Pai nosso que está no céu, pai das gerações. Deus do filho, do pai e do avô,
Santificado sejam os vínculos e os afetos dessa misteriosa relação, quando vejo minha filha gerar uma filha.
Sua vontade venha ao encontro das vontades saudáveis da minha neta, conduzida pela sabedoria dos seus pais.
O pão de cada dia, a confiança dos Seus cuidados e a gratidão a Ti sejam no sorriso deles (genro e filha) a cada frauda trocada, a cada papinha oferecida, a cada chuquinha sugada.
Que o perdão seja experimentado pela minha netinha em todas as suas relações.
Livra, Senhor, essa pequena de todos os males.
Pois Teu é Reino dos pequeninos, a força e o verdadeiro louvor dos lábios deles...
Amém !

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Migalhas apenas...


Apenas... penas...

Migalhas... pequenas partes de um todo...

O todo que não sou a partir do TODO criador de tudo que é,

Ao que É, e que não conheço no todo, mas em migalhas partes
da limitada concepção do que concebo que sou...

Migalhas existenciais em esmigalhados espaços virtuais...

Esmigalhadas migalhas de mim...


Migalhas de si, migalhas de mim
Apenas... penas... Migalhas... pequenas partes de um todo... O todo que não sou a partir do TODO criador de tudo que é, Ao que É, e que não conheço no todo, mas em migalhas partes da limitada concepção do que concebo que sou... Migalhas existenciais em esmigalhados espaços virtuais...

Estações da Vida

Ilustração: Associação Cultural do Vale do Aço (ACECIVA)
aceciva.blog.terra.com.br


Belas estações, aquelas de outrora,
que pela formosura e o calor da aurora,
traziam as paixões e as tensões da juventude...

Tão belas aquelas, que firmamos o olhar pra trás;
saudosos das relações, dos flertes e das infancias...

Nos torcicolos existenciais nos impedimos
de flertar com o presente, esvaindo-nos
da expectativa de um extasiante futuro...

Futuro é o novo... o não experimentado: a nova estação.

Caos

(Ilustração: www.mallorcaweb.net/bel/images/grans/caos.gif)


O caos é a desordem.
me lembro dos dias de faxina
na minha infância...
As cadeiras com os pés pra cima,
os tapetes enrolados...
Um incômodo, um desconforto:
mas como fazer tudo ficar limpo e
cheiroso, sem aqueles momentos
do caós doméstico?

O caós é o viés do acerto.
É o descaminho pra acertar a estrada.
No caos das relações,
no caos interior: psíquico ou da alma,
nos vemos fazendo diferente,
pois o que é não tem de ser.

Sol de Primavera


Dizem que a primavera celebra o amor...
Ou será que o amor, vivido em todas as estações,
é que instala uma constante primavera dentro de nós?

FOI...


Em uma tarde de verão, em minha sala, uma flor vi brotar.
Ainda meio botão, meio sem cor,
mesmo assim, para mim, era uma flor.
Dias e horas passávamos, eu e ela sempre juntas...

Então comecei a regá-la, usando todo o meu amor.
So uma coisa não me deixava entender à vezes,
sentia seu perfume, e de repente seus espinhos via nascer...
O perfume faz bem, pois traz carisma, amor e doçura...
mas os espinhos sempre ferem ...
sopramos, curamos mas não deixamos de sofrer...
Sofrimento às vezes é bom , nos ajuda a crescer...
mas sempre estava lá ao seu lado, querendo a defender.
Pois cada pétala que caísse seu perfume iria perder.
Hah!! foi uma pena! O rumo rumo daquela flor:
caíram suas pétalas só o espinho ficou.
Foram usado para ferir , direto ao coração
para matar! Para acabar com o carinho
e um grande amor de verão.

Creuza Henrique Guimarães (minha irmã: a poesia está no sangue)

A estética da juventude: banho do desejo


Recentemente, uma conhecida atriz deixou em sua carta de despedida que odiava a idéia de envelhecer.

Esse desconforto não é fruto da pós modernidade: Gilgamesh (sec. III a.C.) buscava uma tal fonte mágica que lhe proporcionaria a juventude eterna e o tornaria imortal. Na mitologia grega a deusa Hera banhava-se numa fonte miraculosa para ficar sempre jovem e linda para o seu esposo Júpiter.

A madrasta da Branca de Neve invejava a juventude de sua enteada e disputava o espelho com ela...

Esse apelo à juventude se deve ao fato de que a plástica que mais agrada aos olhos é a mocidade, ainda que todos saibamos que ela é fugaz. Por mais que venhamos a tentar segurá-la, nos esvai por entre os dedos...

Numa de suas entrevista à TV portuguesa, o ator Paulo Autran afirmou gostar da idéia de ser velho, e não se importava de ser chamado de "velho" pelos amigos, pois nisso havia afeto.

A experiência marcada pela virada das décadas é o grande trunfo da velhice.

Estou envelhecendo, é verdade: mas vi cores... cheirei cheiros... escutei sons... toquei coisas... refleti a vida de formas que os jovens ainda não!

Por isso que concluo: a juventude se preserva na medida em que me abro ao novo e a novas esperiências...

Expressões da palavra...

[ilustração: ositiodoestrangeiro.blogspot.com]
Palavras cheias não voltam vazias...

Palavras não são apenas verbos,

substantivos ou coisas do gênero.

Palavras são as mensageiras do afeto:


A expressão pode vir da boca, com palavras

bem coletadas, escolhidas pelas cores

e pelos sabores, "ben-ditas" e acolhidas

pela audição do coração.


A expressão pode vir do toque,

nos acordes conforme do amor,

tangível em cada pedacinho do outro...


A expressão pode vir de um olhar,

marcado por um brilho do sentimento

do encontro...


A expressão pode vir do abraço acolhedor

de uma chegada ou mesmo da intensidade

de uma despedida...

PRA QUEM ?






Isto é a primeira coisa que escrevo em 2010...

A pergunta que faço auxilia nas decisões que vamos tomar:
pra quem somos o que somos?
Ou pra quem fazemos o que fazemos?

Sem discursos metafísicos ou dogmas teológicos,
Nossa humanidade se constrói a partir do outro
e da nossa relação com esse "outro".
Referências afetivas e existenciais a partir do útero.

Somos os elogios e os desagrados dos nossos entes parentais.
Somos o cumprimentos de profecias de nossos pais
e ou aqueles que exerciam força psiquíca em nossa formação.

Nesta verdadeira "sopa" do que sou e do devir,
pergunto quem sou pra me achar e buscar a ser em mim.
Ser pra mim, em primeiro...

E coisas que faço? Faço pra quem?
Faço pra mãe que me troca e cuida da continuuidade de ser;
Faço pra o pai que espera que eu seja o cumprimento
de missões inacabadas ...

Mas o que quero é fazer pra mim...
Mim quem?
Fazer o que?






Minhas inspirações


O que nos inspira?

A expressão é intrigante: não é o que está dentro de nós...
É o que nos tem dentro de si... nos inspirou...

O que é, não de mim... é do que me inspira...

O que nos inspira?
a memória...
dos sentidos: do que vi, ouvi, cheirei, toquei, do que do gosto tomei...
da percepção dos afetos: do que amei ou odiei...
da delícia das relações: as que eu escolhi e outras que não foram de minha escolha.


ilustração:

TÃO RÁPIDO


do amigo Júlio Ribeiro

Tudo foi tão rápido, que ainda resta na boca a palavra não dita,
o beijo de ontem, o gosto de instantes.

Repousa sobre a mesa um poema inacabado,
e um pouco de vinho da última inverna.

O que fazer das brasas que ainda queimam?
E dos relógios que teimam em dizer que a vida segue?

O que fazer dos livros não lidos, e dos segredos retidos
em cartas não enviadas?

Tudo foi tão rápido que o vento ainda sacode as cortinas,
e faz ranger a porta mal fechada.

A casa recende à café passado,
e o cão ainda espera o passeio...