quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Expressões da palavra...

[ilustração: ositiodoestrangeiro.blogspot.com]
Palavras cheias não voltam vazias...

Palavras não são apenas verbos,

substantivos ou coisas do gênero.

Palavras são as mensageiras do afeto:


A expressão pode vir da boca, com palavras

bem coletadas, escolhidas pelas cores

e pelos sabores, "ben-ditas" e acolhidas

pela audição do coração.


A expressão pode vir do toque,

nos acordes conforme do amor,

tangível em cada pedacinho do outro...


A expressão pode vir de um olhar,

marcado por um brilho do sentimento

do encontro...


A expressão pode vir do abraço acolhedor

de uma chegada ou mesmo da intensidade

de uma despedida...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A estética da juventude: banho do desejo


Recentemente, uma conhecida atriz deixou em sua carta de despedida que odiava a idéia de envelhecer.

Esse desconforto não é fruto da pós modernidade: Gilgamesh (sec. III a.C.) buscava uma tal fonte mágica que lhe proporcionaria a juventude eterna e o tornaria imortal. Na mitologia grega a deusa Hera banhava-se numa fonte miraculosa para ficar sempre jovem e linda para o seu esposo Júpiter.

A madrasta da Branca de Neve invejava a juventude de sua enteada e disputava o espelho com ela...

Esse apelo à juventude se deve ao fato de que a plástica que mais agrada aos olhos é a mocidade, ainda que todos saibamos que ela é fugaz. Por mais que venhamos a tentar segurá-la, nos esvai por entre os dedos...

Numa de suas entrevista à TV portuguesa, o ator Paulo Autran afirmou gostar da idéia de ser velho, e não se importava de ser chamado de "velho" pelos amigos, pois nisso havia afeto.

A experiência marcada pela virada das décadas é o grande trunfo da velhice.

Estou envelhecendo, é verdade: mas vi cores... cheirei cheiros... escutei sons... toquei coisas... refleti a vida de formas que os jovens ainda não!

Por isso que concluo: a juventude se preserva na medida em que me abro ao novo e a novas esperiências...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

FOI...


Em uma tarde de verão, em minha sala, uma flor vi brotar.
Ainda meio botão, meio sem cor,
mesmo assim, para mim, era uma flor.
Dias e horas passávamos, eu e ela sempre juntas...

Então comecei a regá-la, usando todo o meu amor.
So uma coisa não me deixava entender à vezes,
sentia seu perfume, e de repente seus espinhos via nascer...
O perfume faz bem, pois traz carisma, amor e doçura...
mas os espinhos sempre ferem ...
sopramos, curamos mas não deixamos de sofrer...
Sofrimento às vezes é bom , nos ajuda a crescer...
mas sempre estava lá ao seu lado, querendo a defender.
Pois cada pétala que caísse seu perfume iria perder.
Hah!! foi uma pena! O rumo rumo daquela flor:
caíram suas pétalas só o espinho ficou.
Foram usado para ferir , direto ao coração
para matar! Para acabar com o carinho
e um grande amor de verão.

Creuza Henrique Guimarães (minha irmã: a poesia está no sangue)